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Mortal Kombat: Armageddon, game que fechou a passagem da franquia pela geração dos 128 bits, não deixou nenhuma saudade, nem mesmo uma marca positiva, como o fizera Mortal Kombat Trilogy com a geração 16 bits. Mais do que o fim de sua passagem pela segunda geração da Sony, o jogo também marcou um final melancólico para a investida da franquia no mundo 3D no que tange a movimentação de personagens, mudança essa ocorrida a partir de MK4, do PS1, e que nunca chegou a empolgar os fãs. Não a toa, a franquia se reinventou depois disso para voltar aos trilhos. Mortal Kombat Armageddon é mais do que um jogo que reúne tudo o que foi feito anteriormente, como sintetiza os piores erros da franquia desde a última compilação lançada.

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Como grande legado, o jogo reúne todos os personagens que até então já haviam passado pela franquia. Desde os clássicos Scorpion e Sub-Zero, passando por um Liu Kang Zumbi e chegando a Bo-Ra-Cho e Kira. Além de personagens novos, protagonistas do modo Konquest (uma versão Beat’n’up presente no jogo) e dos chefões de todos os jogos. Mas nada disso consegue fazer o jogo se mostrar empolgante como outrora foi, tanto em sua agilidade e dinâmica de combate, como em sua violência, ou mesmo no carisma do universo criado. Golpes e sangue não trazem nada de novo e, ao contrário, banalizam qualquer diferencial que o jogo tivera em relação a outras franquias de luta. A jogabilidade chega a ser tão enfadonha que a parte mais interessante do jogo acaba sendo a de criar um personagem novo, ou mesmo tentar copiar um sujeito famoso, como o Seu Madruga ou o Superman.

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Mesmo os fatalities, grandes atrativos da franquia, são bem limitados nesta versão. Até pelo número enorme de lutadores, não seria possível finalizações elaboradas para cada um pelas limitações de hardware e também por custos de produção. Criou-se então um modo de “fatality customizável” que possibilita que a finalização seja montada conforme sequência de ações do jogador. Bacana… nas primeiro cinco ou seis vezes que se executa, ou interessante enquanto desafio até que se consiga fazer o número máximo de movimentos (o que significa arrancar braços que não estão lá e coisas pobres do tipo). Pouco para um jogo que representa uma franquia caracterizada pela criatividade e inventividade de cada lutador na hora de finalizar o adversário.

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No final, o que vale mesmo é o nome da franquia. A variedade de lutadores não é grande coisa, já que no final você acaba escolhendo uns dois ou três para jogar de verdade (até porque os finais não existem no modo para um jogador, reduzidos a apenas textos simplificados de cada lutador), o que diminui o fator de replay do modo. O clássico um-contra-um com um amigo acaba salvando o jogo, desde que não se tenha nenhuma outra opção em mãos. Tão decepcionante que marcou de vez uma virada para a franquia que, se não ocorresse, mais cedo ou mais tarde significaria um fim deprimente para um dos marcos da história dos videogames.

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No final, não vale a pena, a não ser que você seja fã de longa data, mais pelo saudosismo do que pelo que o jogo tem a oferecer. Talvez alguém possa se divertir com o mini-jogo de kart também presente, o tal Motor Kombat, que se não é tão completo, garante algumas boas risadas. Mas se alguém quiser de verdade um jogo de Mortal Kombat para se divertir com plenitude, que procure os três primeiros, ou os dois últimos, que resgatam a jogabilidade 2D que nunca deveria ter sido abandonada.

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