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Need for Speed: Most Wanted 2012

Sempre fui um entusiasta por jogos de corrida, creio que por influência do meu ídolo Ayrton Senna da Silva. Desde que me conheço como gente, os games que mais preferia jogar eram os de disputa de carros, mas se tivesse um que fosse de qualquer outro tipo de veículo, lá estava eu jogando-o. Em outra oportunidade tratarei dos games de Formula 1, os quais foram os que mais joguei, no entanto, neste llevel play quero discutir dois jogos que o mundo internauta costuma acusar um e outro como um plágio, uma cópia, um jogo muito igual; ei-los: Burnout Paradise e Need for Speed: Most Wanted 2012.

 

Tive a oportunidade de jogar ambos no PlayStation 3, e posso dizer que ambos são ótimos. Há semelhanças entre os dois? Há várias! Mas há algumas diferenças também, as quais trazem o charme de uma franquia e de outra. Devo dizer, pois que não cheguei a platinar nem, nem outro, mas joguei o bastante pra trazer minhas impressões gerais sobre os dois jogos. Sempre lembrando que as opiniões que estão a seguir refletem os meus pontos de vista, e não tem relação alguma com qualquer outro integrante da llevel. Comecemos.

Burnout Paradise
Burnout Paradise

A primeira das semelhanças é a mais lógica: ambos os games foram produzidos pela Criterion Games, empresa fundada em 1993, e responsável por se especializar na engine RenderWare, utilizada em jogos famosos como Grand Theft Auto III, Grand Theft Auto: Vice City e Grand Theft Auto: San Andreas, além de, é claro, também ser utilizada na própria franquia Burnout. Em 2004, a Electronic Arts adquiriu a produtora por míseros £40 milhões, e subsequentemente, lançou o aclamado FPS Black, cuja tecnologia de sensibilidade, cheia de ação de cinema, foi devido à mesma receita utilizada nas corridas e nos efeitos da série Burnout.

Em 2008, a Criterion lançou Burnout Paradise (PS3, X360, e PC), e teve uma ótima recepção das críticas, tendo aprovação de aproximadamente 88% dos jogadores de ambos os consoles, além de ter recebido inúmeros prêmios, entre os quais, ser eleito como o Melhor Jogo de Corrida de 2008 por Spike TV, GameTrailers e GameSpot.

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Após o imenso sucesso de Need for Speed: Hot Pursuit, de 2010, a Criterion Games anunciou o lançamento de Need for Speed: Most Wanted 2012 (o ano foi adicionado no título para não confundir com o jogo homônimo de 2005), para PlayStation 3, PlayStation Vita, Xbox 360, Wii U, e PC. Também foi anunciado que, a partir daquele ano, a Criterion Games se tornaria total responsável pelos futuros games da franquia Need for Speed. A recepção do jogo foi quase tão positiva quanto a de Burnout Paradise, e alcançou a média de 86% de satisfação por parte dos seus jogadores, todavia, não alcançou nenhum prêmio de melhor jogo de corrida daquele ano. O resumo das críticas foi: “Need for Speed: Most Wanted é um sucessor espiritual de Burnout Paradise”.

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Eu diria que não chega a ser um sucessor espiritual porque nem tudo é semelhante nos 2 jogos. Bom, a primeira coisa que podemos dizer ser praticamente igual é de que o jogador é livre pra dirigir em uma cidade fictícia, e pode escolher quais corridas participar, sem que haja uma sequência específica de corridas, como num improvável modo “história”. Os objetivos das “corridas principais” em ambos os games são diferentes: em Burnout o piloto ganha corridas para ter mais pontos da carteira e poder subir de ranking, e assim poder habilitar novos estilos de corrida e novos carros; já em Most Wanted, o piloto tem uma série de corridas chamadas de “Most Wanted races”, pois funcionam como corridas contra os “chefes” das ruas, são as corridas do improvável modo “história”. Nada de novo no horizonte de um Need for Speed.

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Outra diferença é que as corridas em Burnout lhe permitem que você encontre o melhor atalho, o melhor caminho para chegar no destino. Embora haja essa impressão de liberdade em Most Wanted, durante as corridas, você não tem essa liberdade total. Existem atalhos? Sim, porém serão sempre os mesmos, e dependendo da maneira como você pilota, nem precisará delas pra ganhar as corridas ou algum tempo extra. Em contrapartida, as sinalizações em Burnout são confusas, e é muito comum você não saber ou errar a entrada em uma curva para direita, por não saber se aquela entrada vai te levar, realmente, para a avenida que precisa chegar. Você  frequentemente se vê observando o pequeno mapa no canto inferior esquerdo da sua tela, e eventualmente bate seu carro por essa “falta de atenção” básica. Uma coisa que muitos reclamam em Burnout Paradise é o fato de você ter iniciado uma corrida, ter perdido, e para recomeçá-la, você tem que dirigir até o ponto de início desta para tentar novamente. Em Most Wanted, basta que você pause o jogo e escolha “Retry last event” para isso.

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Em Paradise City, de Burnout, você pode correr, furar semáforos, destruir outros carros, capotar, causar o acidente que você quiser, que NUNCA uma viatura de polícia irá surgir atrás de você. Em Need for Speed, dependendo do seu nível de loucura, até a SWAT com os furgões pretos te perseguem, meu amigo. Esta é outra diferença gritante entre os dois. Apenas graças a uma DLC, jogadores podem brincar de ser policiais no multiplayer de Burnout Paradise. Em Most Wanted não há motocicletas, em Burnout sim.

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Se você se chocar contra uma parede ou bater em algum outro veículo, muito forte, aparecerá uma animação da destruição do seu carro antes de você poder dar um respawn no seu carro; isso acontece em ambos os games, em Most Wanted chama-se “Crashed”, em Burnout “Takedown”. Quando for usar atalhos, você poderá arrebentar portões (Gates) e outdoors (Billboards), isso é idêntico em ambos os games. Outra coisa idêntica é o sistema de disputa de entre amigos, pois quando você está conectado à internet, mesmo em modo single player, há um menu interativo no qual você pode verificar os recordes dos seus amigos, sejam recordes de pista, velocidade máxima, ou mesmo scores (pontuações); em Most Wanted chama-se “Easydrive”, e em Burnout chama-se “Autolog”.

A trilha sonora de ambos é muito boa, há uma mistura de Hip hop, rock, indie, e techno. Na minha humilde opinião, Need for Speed ganha nesse requisito, apresentando músicas que animam mais na hora das corridas, como essas aqui por exemplo:

Não vou entrar em detalhes sobre quais os carros disponíveis em um e noutro game, pois não entendo e nem ligo muito para essa parte. O que importa é frisar que não reconheço Need for Speed como um plágio de Burnout, visto as diferenças que apresentei. Creio que há pessoas que vão se adaptar mais a um do que a outro, mas que isso não desmereça nenhum deles. Se você quiser se divertir como um game de corrida, cheio de velocidade, que desafie a física, que faça você sobreviver da queda de um penhasco à 290 km/h, meu amigo este jogo é para você. Se você não curtir esse tipo de jogo e quiser um jogo mais realístico, vá procurar uma pista de kart perto da sua casa, e vá brincar de ser piloto por lá.

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Comments (2)

  • Zuppao
    13 de fevereiro de 2016 at 03:37 Reply
    Esse desfecho.. hum.... como nao rir ? kkkkk e CONCORDAR com isso tambem.... Depois de terminar o Need Underground II (meu preferido EVER de todos os tempos do Universo) parti pra jogar o Most Wanted so no PS2 ainda.... e gostava dele ate... na falta de um Underground III, o Most Wanted servia..rsrs no PS3 so tenho o Paradise.. bem legal... ainda PRECISO arrancar uma Platina Tartaruga dele..rsrs Otima analise.. principalmente pela nostalgia do SAUDOSO Ayrton..!!!
  • Rafaelseiji
    4 de outubro de 2016 at 13:30 Reply
    Muito boa sua analise, agora estou pronto pra jogar Burnout hehe, o NFSMW 2012 foi o primeiro jogo que platinei na vida, então tenho um certo carinho por ele...

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